julho 05, 2015

senta, abraça-me.

senta no luar, enquanto o céu limpo mostra como a simplicidade te mostra os valores da vida.
enquanto aquela brisa fresca percorre o teu corpo sem que te apercebas que ela trata de te acalmar do que a vida te pôs em alvoroço.

vês? como as coisas simples da vida se tornam as mais importantes?
o mesmo acontece com as pessoas, lembraste daquela pessoa que sempre esteve lá quando precisaste?, a mesma que te aconselhou quando não sabias o que fazer?, que te ensinou a olhar para tudo o que poderia ser mais importante que tu simplesmente deixavas passar e não fazias caso?, essa mesma pessoa que tu nunca deste valor nem te soubeste preocupar com os problemas dela por estar demasiado focado nos teus.

onde estará essa pessoa neste momento? secalhar já ponderaste e pensaste onde poderia sequer estar neste momento se tu simplesmente te lembrasses uma única vez que poderia ter problemas iguais ou piores que os teus?
certamente não te lembras disso porque te focaste demasiado no que era teu, nos teus problemas, nos teus conflitos, sabendo sempre que irias encontrar um rumo porque alguém te iria guiar. mas será que quando o encontraste soubeste admitir que não fora obra tua mas sim de outra pessoa?

secalhar não, por isso é que perdeste "a lua por estar a contar as estrelas".
agora que ela precisou de ti o que aconteceu? ficaste sem saber o que fazer, perdido de tal forma que nem sabias como dar uma palavra de força.
bastava um simples: eu estou aqui, não te preocupes. e tu o que te preocupaste em oferecer? silêncio.

era mesmo o melhor que tinhas para dar não era? depois de tanto esforço feito por ti, por ser a almofada que precisavas para descansar,
o coberto que necessitavas para te abrigar,
o ar que precisavas para respirar,
o cérebro que precisavas para processar, só lhe deste um fulminante e básico silêncio.

nem todos podemos dar valor ao que temos perto, a não ser que simplesmente nos falte não é verdade?
pode ser que um dia simplesmente se afaste e aí verás o quão próximo precisas novamente.

porque não basta seres tu, é preciso saberes sê-lo.

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