outubro 27, 2015

De volta.

De volta ao mesmo,

Irónico quanto a vida pode ser, quanto tudo o que é vivido e revivido pode apagar numa dúzia de instantes loucos e impensáveis. Quando no momento seguinte de solidão e reflexão eles voltam c Mo fantasmas prontos a atormentar.
Até que ponto será possível o esquecimento? Até que ponto será possível a lembrança não passar disso.. Uma lembrança, algo que já não afeta o nosso eu e que nos passa indiferentemente.

De volta ao mesmo,
De volta ao sítio "maldito" onde tudo volta a começar não querendo ter terminado, de volta ao local que me faz encarar a vida de novo sabendo que tudo volta ao princípio. Mas de que vale o princípio se não consigo sequer terminar?
Ainda não me afastei e já sinto saudades de tudo, saudades das lembranças, recordações, momentos e cheiros.. Esses sim, são os mais marcantes, pois nada tem o mesmo cheiro duas vezes e secalhar aí é que está a chave para o indecifrável. Aceitar que nada é como fora e aprender a deixar o que tem de ser.

Estou de volta ao mesmo,
Ao mesmo país, aos mesmos costumes, às mesmas pessoas, à mesma falta, à mesma dor e ao mesmo cansaço. Parece estupido voltar ao que nos faz sofrer, nem faz qualquer sentido voltar ao que não é nosso e que queremos fingir que é para fugir à dor do dia-a-dia.
Deveríamos ser proibidos a voltar ao que nos magoa, ao que nos fere e arde.
Devia ser impensável sequer deixar-nos voltar ao que nos quer ver longe, ao que nos faz sentir inúteis e recicláveis. Mas como teimam em dizer, o dinheiro move o mundo e é isso que não me faz fiquer perto do que amo, porque preciso dele porque todos o dizem que é ele o importante.

E como sempre, volto ao mesmo.
Porque tenho, não porque queira mas porque dizem que preciso.

Porque precisar precisar, só mesmo de ti.

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