julho 13, 2015

the longest ride.

não te vejo, sinto cada momento como uma perda de tempo e noção.
não sinto alegria, não sinto paixão, não sinto vontade de viver.
não sinto o corpo a mover, não sinto o que me dói fisicamente, não sinto o meu corpo como meu.

é verdade,
dói como todas as feridas quando são postas à prova contra o álcool. quem leva a melhor? sem dúvida que és tu, pois o álcool já deixou de fazer efeito nas minhas.

não vejo rumo nem vejo outra oportunidade, vejo-me sozinho rodeado de todos que querem ser parte de mim,
tenho medo.
ajudas-me?

só preciso de voltar a viver como nunca o fiz, voltar a olhar para o mundo, de bolso vazio e saber que tenho a vida cheia.
de que vale notas no bolso se não tens quem tome nota do que tu sentes e te faça viver como nunca?
não faz sentido ser eu, não faz sentido tudo ter de depender de mim quando os próprios problemas sabem que não tenho força para tal.
é injusto e sinto-me saturado de lutar, cansado de ser doente e magoado de ser fraco.

preciso de saúde, preciso de paz na vida. preciso de ti, onde quer que estejas, existas ou não.

porque sem ti não vai haver mim, e sem mim eu não consigo viver.
uma dor que nunca vai passar, mas vou ter que te abandonar.

"we shared the longest ride together, this thing called life, and mine has been filled with joy because of you"

toma conta de ti,
já não faz mais sentido querida ruoma.

eternamente incompleto,
muito obrigado por tudo.

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