maio 09, 2015

a tua ausência, ausenta-me.

Notas como a própria página se baseia a preto e branco? 

Como a minha vida ficou resumida apenas a opostos? 

Nem neutros existem para conseguirem amenizar a falta que tu me fazes, a falta que fazes a isto que mora no lado esquerdo do peito.. Disseram-me que era o coração e que era a razão para qual conseguiamos viver. Não sabem de nada, pois não? Pensam eles que o que faz viver é essa coisa que vive no nosso peito, mas porque razão deveriamos julga-los? Eles não viveram o mesmo que nós vivemos, não sabem nada do que passamos, sofremos, mordemos, rimos e até choramos, mas se eles dizem que é o principal motivo de nós vivermos.. Deixa-os acreditar, só te queria contar este pequeno aparte, para veres o como eles são inocentes.
Vamos ao principal, como tens passado? Aqui tem sido uma agonia diária, vivo cada dia com medo de adormecer e com medo que o dia passe. Estou em contagem super-final para partir novamente para longe de todos e já tu me fazes falta desde que cheguei cá. Parece que tudo o que tenho passado é vago na minha memória e ninguém me prende a atenção.
Todos dizem que estou distante e que estou a ficar insano, achas o mesmo de mim?, por favor diz que não.
Não sei mais que te diga, parece irónico ter que falar para um computador com o telefone tão perto, mas tenho de manter o orgulho e a dor por mais uns dias. Fraco é aquele que desiste, não achas?

Preciso de ti, para poder ter-me a mim.

Eternamente teu, mesmo sem coração e mente.


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